A era da pós-verdade – um desafio mastodôntico contra o obscurantismo

Cada dia que a gente lê os comentários sobre quaisquer assuntos relacionados a política no Brasil e fora dele temos a certeza irrefutável de que a crise aqui, antes de ser política e econômica, é uma crise moral e ética.

Moral porque a canalhice é generalizada e volumosa. É grave o fato de muitas pessoas estarem cagando pras outras não por má formação educacional ou maus exemplos domésticos de senso de humanidade, mas por convicções ideológicas mesmo.

Ética porque a coisa toda parece ter se tornado enfim pública mesmo que nunca tenha sido oculta, apenas mascarada de “caso isolado” ou “a culpa é do outro”.

Longe do fim, o que temos é um mastodôntico trabalho de tentar salvar as próximas gerações dos efeitos nefastos de todas a destruição que estão operando pra reeguer o obscurantismo, o fundamentalismo religioso alienante e escravizador de mentes e corpos.

É de minar qualquer ânimo no convívio em redes sociais digitais ou físicas tentar dialogar com pessoas que negam os fatos, que desprezam a lógica e a relação de causa e efeito de cada gesto aparentemente impensado dos agentes políticos. A imagem do pombo enxadrista nunca foi tão apropriada pra descrever essa gente que, ao contrário da menção originária, não é restrita a uma legenda partidária, mas reflete um padrão de comportamento de quem se nega a aceitar que nem sempre se ganha como nem sempre se perde.

O resultado imediato disso é a derrota de todos, Exceto a barbárie!

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